Rui Falcão pede afastamento de Nunes Marques e André Mendonça do TSE
O pedido foi apresentado em 25 de setembro e prevê que os dois ministros fiquem afastados até a diplomacão dos eleitos.
O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal o afastamento temporário dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça da composição do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições de 2026. O pedido foi apresentado em 25 de setembro e prevê que os dois ministros fiquem afastados até a diplomação dos eleitos.
A solicitação ocorre em meio às revelações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Falcão afirma que informações extraídas do celular do banqueiro, além de reportagens recentes, levantariam dúvidas sobre relações do entorno dos dois ministros com o ex-controlador do banco. O deputado também pede que o STF analise o caso com urgência, antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
No caso de Nunes Marques, a petição menciona um contrato de até R$ 427 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório da esposa do desembargador Newton Ramos, ex-juiz auxiliar do ministro. O documento também cita mensagens, viagens em aeronaves ligadas ao entorno de Vorcaro e referências a pagamentos relacionados ao filho do ministro.
Em relação a André Mendonça, Falcão destaca um encontro reservado com Vorcaro no Instituto Iter, entidade fundada pelo ministro, além do recebimento de R$ 5,2 milhões pela instituição de uma empresa pertencente a um parceiro de negócios do banqueiro.
A partir desses elementos, o deputado sustenta que a permanência dos dois ministros em processos eleitorais poderia afetar a percepção de imparcialidade da Justiça Eleitoral. Como alternativa, pede que Nunes Marques e Mendonça se afastem voluntariamente ou deixem de atuar em processos relacionados à disputa presidencial e aos casos envolvendo Vorcaro e o Banco Master.
É importante destacar: até aqui, trata-se de um pedido apresentado por Rui Falcão. O texto não representa uma decisão do STF nem comprova, por si só, irregularidade ou impedimento dos ministros. Eventuais responsabilidades e a necessidade de afastamento ainda dependem da análise das autoridades competentes.
Fonte: diário do centro do mundo
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